sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Confesso “nada sei... sigo sem saber”

Confesso que entendo muito pouco destes tempos atuais, onde você ao sair deve levar uma camiseta, um guarda chuva e uma blusa de frio, sempre me pego desprevenido, de tênis furado na chuva, de camiseta no frio e de guarda chuvas no sol escaldante. Fazer o que, talvez eu seja de outros tempos, onde as coisas eram mais simples, onde as estações duravam o seu tempo correlativo, onde as coisas eram mais duradouras.

Confesso que tenho andado “meio desligado”, com a cabeça nas alturas mentais, em viagens “astrais”. Não sei dizer ao certo se é isso mesmo, ou se é minha distração, o que quer que seja, mas não consigo me acostumar com a velocidade das coisas, por mais que eu tente.

Acho que sou de outro tempo, onde juras de amor durem mais que 24 horas, onde favores não se tornem dividas, onde demonstrações de afeto recebidas não virem contas a pagar, boletos bancários. Entendo, talvez eu esteja atrasado, passageiro de outro tempo, vindo de um buraco dimensional, quem sabe eu seja anacrônico de nascença, romancista, mas não posso me adaptar, não devo me conformar às contingências desse tempo, as fragilidades do momento.

Já se foi o tempo onde como já disse Marx “Tudo que é sólido se desmancha no ar”, hoje já não há nada que seja sólido para que possa se desmanchar, as coisas já nascem desmanchadas, um “click” no delete e já se foi, desfazer, desmanchar e já era. Fim

Thiago Mendes
09/14

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