terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Simplesmente simples




As coisas que de fato são verdadeiras, manifestam-se com simplicidade, pois vejo no que é simples o poder de tocar tudo que possa ser complexo aos sentidos humanos, pois o Espírito pousou como uma pomba sobre Jesus, na forma de uma simples pomba, podia ter sido uma águia de olhos rápidos e precisos, mas não.

Vejo em mim esse tocar de simplicidade que me eleva mais do que qualquer pensamento complexo nascido da introspecção mórbida da dor nascida do mundo, é com os gestos delicados daqueles que me rodeiam que mais me elevam, o abraço, o beijo com carinho perceptível, um olhar, ou mesmo as coisas da terra como, os pés nas águas calmas, o vento, as frutas, a manhã cálida, o por do sol avermelhado. Eu acho que é por assim sentir é que eu percebo que assim como aqueles que não amam os seus irmãos que vêem não podem dizer que amam a Deus que não vêem, assim também aqueles que não amam a terra que vêem não podem nunca amar a nova Jerusalém resplandecente que não vêem.

Então o que em espírito peço, não é mais para ver anjos resplandecentes, e sim poder enxergar a dor do meu próximo, e mais ainda me enxergar a mim mesmo pra nunca julgar ninguém, pois realmente quem se conhece não julga a ninguém “pois julga à si mesmo”. Então peço a dádiva de compreender o que é de fato simples, pois nos dias de hoje com está loucura de viver antes que tudo acabe, tem transformado as pessoas em seres complexos, de alma estranha e egoísta. Concentrados em si mesmo, compenetrados em seus desejos vaidosos, de sua loucura religiosa, completamente apaixonados pelo seus tesouros terrenos onde o coração deste sempre está.

Que Deus nos salve da insanidade desta presente geração, que nos livre do mal deste presente século, que dê paz neste dias de angustias, de síndromes do pânico, transtornos obsessivo compulsivo e frenesi total. Que nos encha do que é eterno, pois o que é eterno é de fato inefável mais simples ao coração.Gloria à Deus.

Thiago Mendes

27/01/2009

Belo Horizonte

MG

sábado, 17 de janeiro de 2009

Devemos, mas sem nunca dever.

Que nos deve habitar, e que resposta devemos dar ao o amor que tudo amou e se entregou numa cruz de grande dor? Pois como diz Paulo o apostolo “o que faremos a vista dessas coisas?”, pois de fato o amor não é vão como diz a canção, mas nos remete ao pleno conhecimento daquele que nos conhece plenamente, que fez as obras para nós mesmos, sendo assim algo natural, parte essencial do ser, sendo que o amar salva muito mais ao que ama do que aquele que é agraciado por tal amor.

Pois de fato Deus não nos chamou para a dissolução, pois como nós que “morremos para o pecado viveremos de novo por ele”, nos chamou sim para irmos pelo caminho nos tornando a imagem daquele que na cruz deu o grito final e consumou tudo no ato fatal, de fatalidade para a morte e o diabo, mas para nós vida e paz eterna, “pois o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele”.

Sendo assim o que podemos e devemos sem dever, é nos munir das armas de amor, de toda benignidade, bondade, mansidão, amando uns aos outros, com profundos e ternos afetos, sendo participantes dessa mesma graça, não nos lambuzando e escorregando nessa já conhecida graxa, pois os frutos dela já são conhecidos e são “A prostituição, a inimizade, as contendas, porfias, iras, dissensões, divisões, bruxarias, mandingas, a linguagem esdrúxula no vosso falar, o ódio. Das coisas quais Paulo já à muito disse que não herdariam o reino os que tais coisas praticam.

É já sabido que ninguém é salvo pelo cumprimento da lei ou da lista, pois se fosse assim seriamos os filhos da barganha, e não da graça eterna de nosso Deus que é bendito pra todo sempre, então o que aqui digo é o que já foi dito desde sempre, que Deus é amor e que nos dá gratuitamente esse amor, do qual diremos “nós amamos pois Ele nos amou primeiro”, sendo o nosso amor, caído, falho, uma sombra num espelho obscuro, e o de Deus Ele mesmo pois Ele é Amor.

O que aqui peço então?
Algo impossível?
Existe impossíveis pra Deus?
Se Ele quiser transformar todos na sua imagem, gratuitamente?
Que resposta daremos a esse amor?

Sei que digo isso como aquele que constrói sobre alicerce alheio, mas não me impedi de assim o fazer, pois tudo o que digo, o digo pra mim mesmo, pois antes de qualquer um eu sou o que mais precisa dessa verdade.

Nele, que me possibilita revelar minha sensatez insensata.

Thiago Mendes