segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Estrelas

Sei que começar qualquer texto falando sobre estrelas seja algo “clichê”, é a segunda vez que escrevo a palavra “clichê” hoje, talvez seja um sinal... Mas voltando a falar em estrelas, elas estavam belas ontem, talvez não tão belas como em um retiro espiritual ou acampamento lá pela madrugada com todas as luzes apagadas, sabemos como a luz da cidade apaga as estrelas. Há muito tempo atrás os seres humanos já pensaram que estrelas eram rasgos na abobada celeste por onde passava a luz, hoje sabemos tudo sobre estrelas, buracos negros, constelações.

Mas acredito que não seja totalmente comprovado cientificamente o fascínio que as estrelas nos causam, fazem os olhos brilharem, os amantes fazerem promessas, as crianças sonharem com viagens interplanetárias e ontem ao meu coração teve o poder de trazer esperança, tão pequeno sobre a esmagadora força e grandeza do céu noturno meus problemas pareceram pequenos, irrelevantes até, perdoar tornou-se algo simples e até vital para que meus/nossos olhos esteja(m) mais claros para que possamos vez as estrelas com mais pureza/leveza.

O poeta/profeta já disse que “o amor é forte como a morte”, creio que sim, sua força é irresistível, e a gente tenta apagar o amor com os problemas, com as dificuldades, problemas e dificuldades esses que foram criados somente para que possam ser superados. E sob as estrelas novamente conversaremos de amor e de grandeza até o fim de nossas vidas, esse texto é pra você, você sabe. Te amo!

Thiago Mendes

Belo Horizonte
Agosto/2016

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Fim dos CDs?



No ano de 1998 eu tinha em mãos uma revista dizendo que não deveríamos apostar e gastar tanto dinheiro com CDs, pois esses já estavam com os dias contados, isso no auge do CD, CD quer dizer “compact disc”, disco compacto, lembra dos velhos bolachões? Então o CD seria ele reduzido a um formato mais “acessível”, acessível agora, pois em meados dos anos 90 um CD poderia custar 50 reais, isso quando o salário mínimo era de 120 reais, seria como se um CD hoje em dia custasse 350 reais, impensável né? O CD surgiu em por volta da metade dos anos 80, com a promessa de um som cristalino e sem chiados, virou febre, o velho vinil estava com o fim decretado, essa nova mídia ficou popular por aqui ali nos anos 90 e o vinil nessa época era uma opção mais barata para quem quisesse comprar musica fisica, foi por isso que tive vários discos dessa época em vinil como os Mamonas Assassinas por exemplo.

Hoje vemos a situação totalmente revertida, com o fim do CD finalmente acontecendo, pela facilidade de se baixar musicas e com opções de streaming como o spotify, e pelo crescimento do interesse pelo velho e já “aposentado” vinil. O CD encontra=-se entre a possibilidade de se comprar musica física com preços baratíssimos, esses dias comprei um CD do Dave Matthews band pelo valor camarada de 4,99, enquanto isso um disco de vinil nacional sai em media por 80 reais, um importado novo pode chegar a mais de 300 reais, lembra do valor dos CDs La nos anos 90, então?

Os relançamentos de vinil da ressuscitada fabrica de discos da Polysom são semanais, com um catalogo já de deixar qualquer fã de musica de boca aberta. Só para esclarecer para aqueles que vão querer se aventurar nos novos lançamentos da Polysom, os vinis dessa mesma tem como matriz os CDs sendo assim vemos o analógico/digital/analógico novamente, então fique avisado quando pegar um vinil desses e ele se parecer com seu CD aposentado só que com ruídos. Pra encerrar outro aviso não joguem seus Cds fora e nem vendam pois com certeza vai rolar um revival dos mesmos. Fiquem avisados.

Escrito e revisado por Thiago Mendes, que adora enfeites feitos de CDs velhos, e tem dó de vinis pregados na parede.

sábado, 6 de junho de 2015

Deserto

Eu sempre quis ser uma mistura não muito convencional de Jim Morrison e João Batista, os dois semelhantemente tinham uma predileção mística pelo deserto. Deserto é local onde o exterior não se faz muito presente, é o lugar em que é preciso olhar pra dentro, local em que digladiamos com demônios, Jesus que o diga.

Nunca curti muito viajar, pegar a estrada cantando Infinita Highway, minhas viagens prediletas sempre foram aquelas que se fazem dentro da gente mesmo, nos caminhos infindáveis do coração. O que pra muitos é tido como uma espécie de fuga, lugar de conforto, segurança; digo essas pessoas nunca estiveram tão enganadas, os caminhos das viagens internas são cheias de armadilhas, lugares secretos escondidos por escolha da memória, lugares de dores e traumas, local onde os maus caminhos estão a um pensamento de distância. “É o que sai do interior do homem que o contamina e não o que vem do exterior” como já disse Jesus.

Pensar em deserto trás a minha mente imediatamente, local de solidão, de solitude, sou um cara que gosta de ficar sozinho, que sempre depois de um momento de reunião familiar ou de amigos, precisa ficar sozinho, recarregar as baterias da razão, da fé. Se reconectar com os infinitos caminhos interiores.

No fim penso em Nietzsche, não sei se a solidão fez bem para ele, pelo que parece ele também era amigo da solitude, a qual escreveu várias vezes “na solidão, o solitário devora a si mesmo; Na multidão devoram-no inúmeros. Então escolhe.” Penso que ele tenha um pouco de razão, mas o que é a razão afinal de contas, quantos “loucos sonhadores” do mundo interior não foram exatamente os que mudaram o mundo? Os que criaram asas inimagináveis que colocaram a humanidade a voar como pássaros pelo ar, “O que é aquilo no ar é um pássaro, um avião?”

Vou aqui me despedindo desse pequeno momento de solidão no qual escrevo, logo mais verei pessoas, namorada, familiares, talvez amigos e, me alegrarei... Mas lá ao longe no longo horizonte o deserto me acenará...e eu acenarei de volta.


Thiago Mendes
Belo Horizonte, manhã 06/2015

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Confesso “nada sei... sigo sem saber”

Confesso que entendo muito pouco destes tempos atuais, onde você ao sair deve levar uma camiseta, um guarda chuva e uma blusa de frio, sempre me pego desprevenido, de tênis furado na chuva, de camiseta no frio e de guarda chuvas no sol escaldante. Fazer o que, talvez eu seja de outros tempos, onde as coisas eram mais simples, onde as estações duravam o seu tempo correlativo, onde as coisas eram mais duradouras.

Confesso que tenho andado “meio desligado”, com a cabeça nas alturas mentais, em viagens “astrais”. Não sei dizer ao certo se é isso mesmo, ou se é minha distração, o que quer que seja, mas não consigo me acostumar com a velocidade das coisas, por mais que eu tente.

Acho que sou de outro tempo, onde juras de amor durem mais que 24 horas, onde favores não se tornem dividas, onde demonstrações de afeto recebidas não virem contas a pagar, boletos bancários. Entendo, talvez eu esteja atrasado, passageiro de outro tempo, vindo de um buraco dimensional, quem sabe eu seja anacrônico de nascença, romancista, mas não posso me adaptar, não devo me conformar às contingências desse tempo, as fragilidades do momento.

Já se foi o tempo onde como já disse Marx “Tudo que é sólido se desmancha no ar”, hoje já não há nada que seja sólido para que possa se desmanchar, as coisas já nascem desmanchadas, um “click” no delete e já se foi, desfazer, desmanchar e já era. Fim

Thiago Mendes
09/14

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Nem todos os megabytes ou terabytes pode conte-lo

Sabia que eu devia ter comprado o ultimo CD do Willie Nelson ao invés de fazer o download pirata. Hoje pela manhã, procurei no celular aquele mp3 do seu Willie Nelson... Com o fone a postos, esperando ouvir aquele violão velho ao som de uma gaita folk... De repente o som como de uma nave espacial zuiiiiiiiummmmm e...tuz tuz tuz...fiquei confuso, será que acessei outra pasta? Será que tenho musica eletrônica no meu telefone? Será? E num instante tudo fez sentido, possivelmente o cara que fez o upload do disco, colocou sorrateiramente suas composições próprias na pasta do mp3, o que é estranho por que possivelmente ninguém que tenha baixado Willie Nelson cantor country iria querer ouvir musica eletrônica, mas quem sabe, pelo menos fiquei com o som da nave espacial na cabeça, me lembrando daqueles seriados de “mostro japonês”.
Sou daqueles que ainda compra CDs, discos, livros... Gosto do contato, do cheiro do encarte, da ficha técnica, daquela foto mal tirada fazendo biquinho, ou aquele olhar compenetrado de algum gênio da musica que parece pelo olhar saber algo que você não sabe. Fico pensando megabytes tem cheiro? Ta entendo, Deus é espírito e não deve ter cheiro, ou não, Deus sabe dançar? Se dança chega a suar? Beleza, acho que viajei aqui, não justifica comprar alguma coisa por causa do cheiro, talvez algo pra comer, comida rápida fast-food. Ta não quero convencer ninguém a nada, não vendo discos, nem empresto por sinal (é bom lembrar rs).
Nem todos os megabytes ou terabytes pode conte-lo. Lembrando do download do mp3, tive que pagar por algo que seria de graça, de graça mesmo só a Graça Dele, do Eterno, do Impronunciável. Sinto o cheiro do Eterno me acalmando essa manhã, e ele fala, fala também através das vozes de muitos, hoje foi e tem sido Willie Nelson e Milton Nascimento, e sua voz é linda. Como disse Elis Regina “Se Deus tivesse uma voz seria Milton Nascimento” e eu digo talvez também a voz de Willie Nelson, pois Ele fala e fala de muitas formas, até no som inesperado de uma “nave espacial”.

A Graça para todos.

Thiago Mendes
08/2014

2 crônicas 6:18

terça-feira, 4 de outubro de 2011

“De verdade somos” X “Eu sou assim”


"Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele fica só. Mas, se morre, produz muito fruto." - (Jo 12,24)



E sou assolado por um pensamento “pra servir a Jesus só morrendo”. Vejo a força do mundo-mente-consciente, e o poder das ilusões todas tanto no nível das aparências onde queremos ser enganados pra podermos viver uma vida com o mínimo de sentido, quanto no nível das coisas que em nós foram se formando ao longo da vida as quais nós chamamos de “eu sou assim”, e o que nada mais são do que criações nossas desenvolvidas para serem escudo protetor nesse mundo perverso.

E na vida vamos desenvolvendo manias, jeitos, ignorâncias, arrogâncias, soberbas, vaidades todas e vamos nos distanciando de quem “de verdade somos” e assumimos cada vez mais o “eu sou assim” .

O “eu sou assim” é formado pelo ego e pelos traumas, o “de verdade somos” é quem somos realmente sem a influencia moldadora do mundo onde só nós vemos assim em Cristo e pelo moldar Dele, por que esse “de verdade somos” é parecidíssimo com Jesus pois foi feito a sua imagem e semelhança.

E pra irmos assumindo o “de verdade somos” ainda aqui nessa terra só há uma forma, morrendo, tem que se morrer pra esse mundo-mente-consciente que é feito de todas as ilusões e tendo como patrono a antiga serpente, satanás, coroado de príncipe desse mundo-mente-consciente.

E pra morrermos temos que tomar por fé a morte Dele na cruz e nós sepultarmos com ele sabendo que "Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova."(romanos 6:4) .


E só sendo sepultado com Ele em fé é possível nessa terra ainda irmos assumindo o “de verdade somos” como quem somente somos e que o nosso chamado é pra sermos nova criatura pois assim como Jesus disse a Nicodemos “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” E esse novo nascer no sangue de Seu sacrifício que é o ser nova criatura nascido de novo por fé naquele que ressuscitou dos mortos a saber Jesus Cristo.

E por assumimos por fé essa morte e esse ressuscitar em Cristo todos os dias, querendo com coração verdadeiro a nova criatura que em nós vai sendo formada, vamos sendo apresentados a quem fomos feitos pra ser, e vamos percebendo que em nós vai surgindo desejos que nada nesse mundo pode saciar, desejos esse que mora no coração dessa nova criatura, desejos por céus, por vida, pelas coisas do amor, pelas coisas do alto.

E isso vai se manifestando em nós enquanto querermos de coração e tomarmos a cruz de Cristo todos os dias, sabendo que cada dia é cada dia e que o dia de ontem já passou e a fé de ontem já não se vale como autenticador dessa nova criatura, pois deve-se morrer todo dia e carregar esse sacrifício feito por nós toda manhã, só assim a possibilidade de vivermos esse vida nova a que somos convidados.

Assim negando o “eu sou assim” e assumindo o “de verdade somos” todos os dias viveremos para Ele como nova criatura.




Que Deus nos ajude.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Humano...humano.



Fiquei muito tempo só recebendo o amor do Pai, aprendendo no silêncio da vontade Dele, e assim fui crescendo na sua maravilhosa graça, e aprendendo a ser somente ser humano, pois isso é tudo o que ele espera de nós, que sejamos humanos, pois quanto mais humano verdadeiramente, mais divino se torna, assim como Jesus.

Vejo agora em mim, outras vontades, que esse amor que me alegrou que me fez humano possa chegar ao maior numero de seres humanos nesse mundo, e eles serão muito mais do que “seres humanos”, serão humanos verdadeiramente humanos, segundo a nova criatura que se renova a cada dia, nesse fluxo continuo de gloria em gloria.

Vejo que agora em mim, e não só agora mas sempre, por quanto tempo o sempre durar, que esse ser humano nova criatura, deve se expressar não só em palavras, mas em atos de verdade, assim como Jesus, vivendo o amor leve dos mandamentos do Pai.

Vejo o que vejo, e tento ver além do que vejo para que eu não fique condicionado pelo ver, mas que os olhos da fé vejam mais, pois os olhos da fé são eternos, e nunca param de enxergar, depois de que se é abertos os olhos da fé por aquele que tudo vê e por todos derrama graça sem medida.

Vejo que Deus no seu agir age de muitas formas, e que eu nunca me glorie demasiadamente no ver, pois nesse instante não veria mais, seria engessado pela presunção de ver, me tornando cego, diante Dele que vê os olhos do coração.

Vejo também que não vejo muito do que deveria ver, e que minhas ambigüidades ainda me habitam nesse mundo caído, e que sou fraco, e que minha força no Senhor vem dessa constatação de quão frágil eu sou, pois sou totalmente dependente Dele, e assim vivo, e tento viver por Ele a cada dia segundo a graça que ele me da, tanto na queda como no levantar. Graças a Deus por Jesus Cristo nosso senhor.

Thiago Mendes.